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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Colômbia: Manifesto pela paz, até a última gota dos nossos sonhos


Existe, no coração da América, um refúgio humano abraçado por cordilheiras, acalentado por vales exuberantes, selvas frondosas e banhado por dois oceanos. Mananciais e rios caudalosos convertem as terras em prodígios de fertilidade, ao sul culminando na Amazônia: o que converte a Colômbia em objeto de grandes cobiças. A partir daí começa o martírio de todo um povo. A Colômbia, apesar de ter tudo para fazer possível a vida digna da totalidade de seus 48 milhões de habitantes, resiste uma elite continuadora da violência colonial, que se aferra no poder local ofertando as riquezas do país ao poder transnacional, condenando o povo a uma sangrenta história de despojos.

Já esquecemos quantas gerações jamais conheceram um indício de paz, nem a vontade dos governantes para permitir que sobre este solo habite por fim uma democracia real, não uma pantomima macabra de rituais de urnas que perdem sua substância democrática diante do extermínio da oposição política. Com a força da repressão incessante para apagar o germe da dignidade, a qual os governantes pretendem nos forçar a enterrar nas profundidades da dor dos nossos gritos e da agonia humana.

1. Fazemos da empatia social o primeiro passo até uma verdadeira paz

Nós decidimos conjugar o sentir de nosso povo na primeira pessoa do plural porque somos pluralidade e porque fazemos da empatia social o primeiro passo até uma verdadeira paz: o sentir de nosso povo clama a justiça na voz de seus exilados, despojados, empobrecidos, marginalizados, desaparecidos, encarcerados, amordaçados, torturados, assassinados. Nós decidimos ser “nós” também com nossos presos e mortos: porque se bem a violência de uma intolerante elite pretendeu apagar suas ideias e seus sonhos os eliminando fisicamente ou os separando de nós mediante hediondas grades, em nós seguem vivas suas ânsias de justiça e dignidade.

2. Terror que configura o latifúndio a favor do grande capital

68% dos colombianos vivemos na pobreza, oito milhões de nós perambulamos pelas ruas na indigência. Mais de 5 milhões temos sido deslocados violentamente pelas forças repressivas oficiais ou paramilitares que colaboram fielmente com o regime militar. Temos sido submetidos ao terror que configura o latifúndio a favor do grande capital transnacional, em detrimento de nossas condições de sobrevivência e dignidade, em detrimento da soberania alimentar e da paz. Massacres, bombardeios, envenenamentos do solo e da água precedem nossas marchas cobertas do luto do desterro forçado. Nós, os camponeses, os afrodescendentes, os indígenas que temos intentado viver nos solos de nossos ancestrais, temos sido exilados.

Arrebentamos de dor porque já ultrapassamos o limite de resignação ao sofrimento. Quando protestamos sofremos o extermínio, ou somos submetidos ao ostracismo e ao silêncio impostos pelo terror estatal.

3. Abrir os espaços de tolerância à reivindicação social para falar de paz

Somos oito mil presos políticos a quem nos violentam todos os direitos humanos, oito mil que gritamos em meio da indiferença desta sociedade amordaçada e empurrada à alienação, que gritamos sob as torturas aberrantes. A dignidade não se arranca como se arrancam as unhas; as grades não impedem que os sonhos existam. A instituição carcerária que denunciamos como campo de extermínio da reivindicação social, chega inclusive a nos negar a assistência médica como forma de tortura, nos empurrando à morte. A organização social, o pensamento crítico, o estudo da história e da sociedade colombiana têm sido banidos; aos defensores dos direitos humanos, aos sindicalistas, aos intelectuais críticos, aos artistas comprometidos com o que está à sua volta, aos ambientalistas, aos líderes comunitários e aos camponeses nos consideram criminosos e “terroristas”.

Somos defensores da paz. Tentam calar-nos porque não estamos de acordo com as dezenas de milhares de crianças que morrem anualmente na Colômbia por desnutrição, falta de água potável e enfermidades curáveis; por reclamar por uma educação gratuita pensada para a soberania, por reclamar por uma saúde que seja um direito e não uma mercadoria, por alçar nossas vozes contra o saque de nossos recursos. Há uma guerra estatal contra o pensamento e a empatia: assassinam-nos as forças repressivas oficiais ou as paraestatais sem que tenhamos sequer empunhado armas. Infinitas vozes jazem nas fossas comuns, outras tantas estão espalhadas no pavimento entre os charcos de sangue que deixam os sicários pagos para eliminar a voz dissidente.

4. A guerra da qual não se fala: a guerra suja


Os civis estamos sendo dizimados pela guerra suja: o terrorismo de Estado é também parte da guerra, essa parte que nunca é nomeada na mídia hegemônica  e que, contudo, representa a torrente mais caudalosa do banho de sangue. A chave da paz é exigir que cesse a prática estatal de exterminar a participação política civil, porque no verso desta participação política desprezada de maneira sistemática, os meios de reivindicação social se tornam armados.

Não somos “a democracia mais antiga da América Latina” porque não a conhecemos. Somos obrigados a calar para que sejamos cúmplices da sanguinária “Segurança”, que não é outra coisa que a segurança para que as transnacionais exerçam o saque sem ter que escutar a justa reivindicação popular; uma “segurança” que se traduz na violação da soberania alimentar para as maiorias.

5. O intervencionismo dos Estados Unidos ampara a guerra e é perigo regional

Os mesmos que converteram uma parte dos empobrecidos da Colômbia em carne de canhão para proteger os interesses das transnacionais e de uma parte da burguesia local, permitem a instalação da ameaça imperialista contra nossos irmãos da região. Temos sido condenados a renunciar à soberania que herdamos das campanhas libertadoras do século XIX e assistimos a instalação de bases militares estadunidenses, desde onde se impõem as doutrinas de subordinação dos direitos humanos e o manejo do narcotráfico como uma ferramenta a mais de dominação. Os estadunidenses gozam de total impunidade para os crimes que cometem na Colômbia, em virtude da imunidade que lhes é outorgada pelo Estado colombiano. Os Estados Unidos justificam seu intervencionismo sob o pretexto da “luta contra o narcotráfico”, na realidade enche seus cofres e, mesmo assim, o governo e suas estruturas narco-para militares paralelamente criminalizam o camponês cultivador da folha de coca mesmo sabendo que esta não é cocaína.

6. A paz não é degradar ao extremo o opositor

Os governantes que posam exibindo mãos cortadas de adversários e lançam gargalhadas regozijantes  ao lado de cadáveres, são os mesmos que pretendem a todos nos converter em aplaudidores do extermínio. São os mesmos governantes que colocaram tarifas à vida, impulsionando os mal chamados “falsos positivos” que não são outra coisa que assassinatos de civis para implementar as montagens militar-midiáticas para a guerra psicológica: usando os cadáveres para o exibicionismo necrófilo  que busca degradar o opositor ao apresentá-lo em sacos negros, como pedaço de carne. Nós dizemos que as e os colombianos não são pedaços de carne e rechaçamos essa estratégia do terror estatal que adoece a sociedade inteira, degradando a ética.

Alçamos o clamor por uma paz com justiça social para as maiorias: uma paz que nasça do debate conjunto.

7. Negociação política, mudanças estruturais, questionar o modelo econômico

A solução política é pelo o que clama o povo colombiano: implementar mudanças estruturais de fundo que eliminem as condições de despojo, desigualdade e exclusão que deram espaço às múltiplas formas de resistência. Urge uma verdadeira reforma agrária, urge a cessação da prática estatal de exterminar a oposição política e o desmonte da estratégia paramilitar, a cessação da entrega do país em concessões às multinacionais (hoje, 40% do país está entregue a multinacionais mineiras), o fim do submetimento  ao coturno estadunidense. Trata-se de repensar o modelo de desenvolvimento da sociedade colombiana: uma economia dependente, com um desenvolvimento interno nulo e a genética da guerra.

Não se trata de uma negociação superficial, nem de negociar propinas à “reinserção” para os insurgentes, que o único que faria seria reinserir milhares de mulheres e homens no pesadelo da fome que cresce diariamente nos cinturões de miséria das cidades. Tampouco se trata de negociar una “reinserção” que dará o aval para que milhares de “reinseridos” logo sofram o extermínio estando indefesos, como já sucedeu mais de uma vez na história da Colômbia. Apelamos à responsabilidade social e histórica: não queremos dar o aval a outro genocídio descomunal, nem podemos pretender que o camponês despojado se resigne à indignidade.

8. Redefinir as partes em conflito com uma visão integral, para caminhar até a paz

A paz não é um acordo somente entre o governo e as guerrilhas, porque as partes neste conflito vão mais além dessa definição estreita que tem o objetivo de tirar seu caráter essencialmente social e econômico do conflito: as partes somos todos os colombianos; também consideramos parte do conflito as transnacionais, que se beneficiam do despojo fomentando massacres e deslocamentos populacionais e os Estados Unidos, que constantemente intervêm em nossos assuntos internos. Um dos pontos medulares do problema é o complexo militar-industrial estadunidense e europeu que tem negócios com o governo colombiano: a compra de aparatos de destruição é financiada pelo erário público e por uma crescente dívida externa que responsabiliza de maneira ilegítima todo o povo colombiano.

9. Pela paz com justiça social até a última gota de nossos sonhos

Não cremos em acordos que se baseiam só na entrega de armas. O que sustentaria uma verdadeira paz na Colômbia seria o fim da cobiça, da depredação dos recursos da Colômbia a custa do despojo e do genocídio contra suas gentes. Para a paz, faria falta que o latifúndio, as transnacionais e o estamento militar desativassem sua ferramenta paramilitar; que c essas sem definitivamente as pretensões do foro penal militar e demais artimanhas do fúnebre aparato de impunidade que perpetua os horrores.

O gasto militar é descomunal: mais de 12 bilhões de dólares anuais; para a paz reclamamos que esta soma seja invertida em saúde, educação, moradia e desenvolvimento interno.

Queremos poder participar do debate político amplo, na construção social, sem sermos assassinados; queremos que cesse o extermínio contra a reivindicação social, que sejam libertados os presos políticos, que cesse o desaparecimento forçado… Esses são alguns passos.

Nossa intenção é despertar o sonho de um povo, que a força do terror tardou em nascer. Fazemos um chamado à opinião pública internacional para que se solidarize com o povo colombiano e o acompanhe em um processo de negociação política do conflito social e armado. Entendemos que o conflito é social acima de tudo, que se tornou armado diante da intolerância política do Estado e que a guerra na Colômbia tem seu principal fator de durabilidade no suprimento que os Estados Unidos dão aos aparatos do estado.

No coração da América, ao som de tambores, de gaitas e de acordeões, a alma de um povo dança; sob a custódia da policromia da sua pele estão milênios de história; guarda recônditos saberes sussurrados pelas selvas. Um povo chora sobre as tumbas esparramadas na sua latitude silenciosa. A Colômbia pulsa com uma geografia repleta de cascatas melodiosas, de variados  tons de verde. Envolve, se estende, se oculta selvática, se assoma abissal e oceânica; nada nela é avareza, é toda abundância; seu povo clama por viver dignamente no paraíso que uns poucos pretendem acumular:

“PELA PAZ, ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE NOSSOS SONHOS!”

Fevereiro de 2012, desde a empatia essencial, equipe de colaboradores de La Pluma.

Campaña Traspasa los Muros
 Campaña "Larga vida a las Mariposas"
 Fundación Lazos de Dignidad
 Traspasalosmuros internacional en solidaridad con lxs presxs políticxs colombianos
 F.C.S.P.P. - Fundación Comité De Solidaridad Con Los Presos Políticos

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Michel Collon, periodista, Bélgica
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Salvador Muñoz Kochansky, Presidente PAIZ (Partido de Izquierda). Chile
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Ossaba, Artista Plástico, Colaborador de La Pluma. Francia
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Carlos Guancirrosa, Agrupación Enrique Mosconi
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Eduardo Espinosa (Asociación de Trabajadores del Estado, en CTA), Ministerio de Desarrollo Humano de la Provincia de Buenos Aires
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Agrupación "Germán Abdala" - ATE-Ministerio de Trabajo de la Nación,
Agrup. Agustín Tosco-Río Segundo-Córdoba,
Movimiento de Trabajadores Desocupados Flamarión-Rosario, Democracia Popular-Rosario, Comunidad Campesina de Tratagal-Salta, Biblioteca Popular Fernando Jara-Cipoletti-Río Negro, Unión de Trabajadores de la Provincia de Chubut.-

Europa
RedHer Europa (Red europea de Hermanadas y Solidaridad con el pueblo colombiano)
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El Comité de Solidaridad Internacionalista de Zaragoza. España
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ASSIA (Acción Social Sindical Internacionalista).Estado Español
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Colectivo Iquique de la Universidad de Zaragoza. Estado español

Colombia
RedHer Colombia (Red de Hermandad y Solidaridad con Colombia)
Aca - Asociación Campesina De Antioquia
Acader - Asociación Campesina Para El Desarrollo Rural- Cauca
Afasba - Asociación De Familias Agromineras Del Sur De Bolívar y Bajo Cauca Antioqueño
Alianza De Mujeres De Cartagena: "Nelson Mándela"
Amar – Arauca
Ascatidar – Arauca
Asedar – Arauca
Asoagros - Asociación De Agrosembradores. Valle
Asociación Agroambiental Y Cultural De Taminango – Nariño
Asociación Agrominera Del Rio Saspí – Nariño
Asociación De Arrierros De La Montaña De Samaniego – Nariño
Asociación De Mujeres Y Familias Campesinas Sanpableñas - Cima Nariño
Asociación Movimiento Campesino De Cajibío – Cauca
Asociación Agroambiental Y Cultural De Arboleda – Nariño
Asojer – Arauca
Asonalca – Arauca
Asoproa – Antioquia
Cabildo Indígena del Sande Nariño
Cabildo Indígena de Betania Nariño
Cecucol - Centro Cultural Las Colinas. Valle
Ced Ins - Instituto Nacional Sindical
Cima - Comité De Integración Del Macizo Colombiano
Cisca - Comité De Integración Social Del Catatumbo
Cna – Choco
Cna - Coordinador Nacional Agrario
Cna Huila
Colectivo Icaria – Antioquia
Colectivo Orlando Zapata – Antioquia
Colectivo Soberanía Y Naturaleza
Colectivo Surcando Dignidad – Valle
Comité De Integración Del Galeras - Ciga Nariño
Confluencia De Mujeres Para La Acción Pública
Confluencia De Mujeres Para La Acción Pública – Antioquia
Confluencia De Mujeres Para La Acción Pública – Atlántico
Confluencia De Mujeres Para La Acción Pública – Centro
Confluencia De Mujeres Para La Acción Pública – Eje Cafetero
Confluencia De Mujeres Para La Acción Pública – Nororiente
Confluencia De Mujeres Para La Acción Pública – Suroccidente
Comité De Derechos Humanos De La Montaña De Samaniego – Nariño
Consejo Comunitario Del Remate Rio Telembi Nariño
Coordinador Nariñense Agrario
Corporación "Somos Mujer y Nación"
Corporación Aury Sará Marrugo
Corporación Jurídica Libertad – Medellín
Corporación Sembrar
Corporación Social Nuevo Día – Medellín
Cospacc - Corporación Social Para El Asesoramiento Y Capacitación Comunitaria
Cut  - Subdirectiva Arauca
Escuelas Agroambientales De La Unión – Nariño
Fcspp - Seccional Valle
Fedeagromisbol - Federación Agrominera Del Sur De Bolívar
Fedejuntas – Arauca
Frente De Mujeres Populares De Bolívar
Fundación De D.H Joel Sierra – Arauca
Fundación Del Suroccidente Y Macizo Colombiano - Fundesuma Nariño
Fundación Territorios Por Vida Digna – Cauca
Fundación Tomas Moro –Sucre
Kavilando – Antioquia
Lanzas Y Letras – Huila
Movimiento De Mujeres De Los Pueblos De Nariño
Movimiento Juvenil De Nariño
Movimiento Juvenil Macizo Joven De Nariño
Mujeres Sobre Ruedas
Nomadesc - Asociación Para La Investigación y Acción Social
Organizaciones Sociales De Arauca
Periódico Periferia – Medellín
Pup – Poder y Unidad Popular
Proceso Nacional Identidad Estudiantil- Palmira
Proceso Nacional Identidad Estudiantil-Cali
Red  De Jóvenes Populares De Cartagena
Red De Agrosembradores De La Cordillera Nariñense
Red De Chigreros De Guachavez – Nariño
Red De Familias Lorenceñas "Las Gaviotas" – Nariño
Red Proyecto Sur – Huil


Fonte: Tlaxcala-  tradução


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